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Introdução
Todos os agapornis são oriundos do continente africano, com excepção de uma das espécies, a cana, que vem da ilha de Madagascar. As aves vivem numa vasta região na costa ocidental da África do Sul, chegando a aparecer até na Namíbia, entre vegetações de pequenos arvoredos abertos e secos, e em alguns casos podem ser vistos em montanhas com até 1600 metros. Segundo alguns pesquisadores e autores literários, o agapornis foi descoberto no ano de 1793, no entanto, só em meados de 1860, Hangenbeck trouxe para a Europa algumas aves de cor selvagem verde. Daí em diante, o agapornis passou a ser um dos periquitos mais conhecidos do mundo. A palavra agapornis tem origem no grego e significa “pássaro do amor”, pois segundo uma lenda, estes pássaros formam casais inseparáveis e na morte de um deles, o outro não se acasala mais. Na realidade, a criação destes pássaros demonstra-nos que isto não passa de uma lenda, já que vários casais podem ser trocados sem problemas, muitas vezes com o objectivo de melhorar o padrão de cores ou o porte desta ave.

Descrição
O agapornis tem tamanho variado, dependendo da espécie, mas pode variar entre os 14 e os 16 centímetros, e vive entre os 10 e os 15 anos. Entre as espécies conhecidas, estão a roseicollis, nigrigenis, taranta, personata, cana, swinderniana, lilianae, fischeri, e pullaria. A única espécie que não é criada pelo homem é a agapornis swinderniana, que não se adapta em cativeiro.

A distinção entre machos e fêmeas não é muito fácil. Os criadores mais experientes podem conseguir distinguí-los de acordo com os ossos pélvicos, que são mais afastados nas fêmeas, mas este método tem uma eficácia de apenas 30%. E em alguns casos, a fêmea pode ser maior do que o macho, mas não necessariamente. Os agapornis são geralmente muito ruidosos e geralmente conseguem chamar a atenção de todos que estão à sua volta, apesar de não serem animais falantes como os papagaios, entretanto, podem balbuciar alguns sons humanos e palavras curtas. A fidelidade entre machos e fêmeas pode ser bem observado na espécie cana, que imita o comportamento um do outro o tempo todo.

São muito fáceis de criar, mas o acasalamento pode ser mais difícil, pela semelhança entre o macho e a fêmea desta espécie. Só é aconselhável fazer uma criação após o primeiro ano de vida das aves. Os agapornis constróem seu ninho com galhos ou qualquer outro tipo de material seco que são destruídos com o seu, já tão falado, forte bico. As fêmeas podem por entre três a cinco ovos, que chocam por cerca de 20 dias, aproximadamente. As crias só começam a apresentar plumagem após um mês e meio após saírem dos ovos. Os agapornis podem ter várias gestações por ano, mas deve ser evitado mais do que duas gestações no mesmo ano, para isto deve retirar a caixa de ninho. Algumas vezes, após o nascimento das crias, os progenitores podem apresentar um comportamento mais agressivo, sendo apropriado retirar as crias quando isso ocorrer e a situação o permita. Quando se tornam independentes, há uma grande probabilidade das crias serem rejeitadas pelos progenitores, e neste caso, também devem ser separados, assim que possível. Um factor comum nesta espécie são as mutações, que são tantas, que torna-se difícil descobrir uma ave com a plumagem original. Há mais de 40 tipos de cores diferentes reconhecidas.

Alojamento
Estas aves podem ser tanto aves de gaiola, como tem sido mais vistas recentemente, ou em aviário em recinto fechado, ou até mesmo ao ar livre. De qualquer modo, a gaiola ou aviário devem ser feitos de um material resistente às bicadas das aves, que são potentes. Não é recomendado que coloque plantas ou outras coisas do género, já que os agapornis podem destruí-la rapidamente. Os agapornis gostam muito de voar e de fazer acrobacias, por isso, talvez a melhor alternativa seja uma gaiola mais alta do que larga. Não necessitam de qualquer aquecimento, mas se estão localizadas num ambiente externo, convém protegê-las da geada, e ter uma espécie de caixa ou abrigo para as noites mais frias.

Alimentação
Quanto à alimentação, os agapornis devem ser alimentados com boas misturas para periquitos, que pode ser completada com quantidades pequenas de frutas, ervas, bagas silvestres, milho painço e alimentos verdes. É importante que durante a gestação, as fêmeas sejam alimentadas com alimentos à base de ovos, ou suplementos. Sempre que possível dever ter à disposição da ave, uma mistura de arenito.

Higiene
Os agapornis gostam do banho, de maneira que as aves criadas em ambiente fechado devem poder tomar banho com facilidade regularmente, mesmo nos meses de Inverno, e, caso não o possam fazer, devem ser borrifadas com um borrifador de plantas com um jacto bem leve. O cuidado com o banho deve ser mantido principalmente nos meses de Verão.

Temperamento
De maneira geral, os agapornis vivem bem em conjunto, com algumas lutas ocasionais, mas que nunca chega a ser nada mais sério. Podem ser criadas com outras espécies de periquitos, mas não convém juntar com aves mais pequenas ou mais frágeis. Pode criar tranquilamente duas aves numa gaiola, mas nunca deve juntar uma ave inadvertidamente em uma gaiola que já tenha outro animal instalado, já que a nova ave poderá ser vista como um ser estranho e vai ser tratada como tal pelo agapornis já existente na gaiola. Para evitar tal situação, o melhor a fazer é colocar as aves em gaiolas diferentes durante algum tempo, aproximando as gaiolas o maior tempo possível, para acostumá-las uma com a outra. São aves enérgicas e activas, que utilizam quase todo o espaço que tem disponível. Os agapornis que se encontram em gaiola gostam de estar entretidos, e para isto existem brinquedos que podem ser adquiridos em qualquer loja de animais. A única condição é que os “brinquedos”, têm que ser suficientemente resistente para aguentar o forte bico desta ave.

Agapornis Fischer… (ou Inseparável de Fisher)

Nome em Latim: Agapornis Fisheri.
Origem: Norte da Tanzânia.
Características: Fronte, faces e garganta de cor vermelho-alaranjada, nuca acastanhada, olhos envolvidos por um círculo branco sobressaindo da cabeça, peito amarelado e parte superior da cauda azul. As restantes partes do corpo são de cor verde. Bico vermelho. Os filhotes apresentam cores mais pálidas do que nos adultos, principalmente na cabeça, e marcas escuras no bico.
Comprimento total e peso: 14cm e 46 a 52g.
Dimorfismo sexual: Não há diferença aparente. (Os machos e as fêmeas têm a mesma cor)
Habitat natural: Nos planaltos interiores da Tanzânia do Norte. Nas savanas das terras altas (entre 1000 e 1700 m), com árvores, mas também se encontram em terrenos cultivados.
Modo de vida: Acasalam no exterior. Aproveitam ninhos abandonados de tecelões. A fêmea faz ninho com abóbada.
Comportamento: Mais sociáveis que os Personatas.
Criação: De Maio a Julho. Em viveiros ou em gaiolas. Postura: de 3 a 5 ovos, normalmente. Incubação: 22 dias. As crias começam a voar aos 35-37 dias. Cor definitiva da plumagem: por volta dos 6 meses.
Mutações: Amarelos (desde 1942), azuis (desde 1957/África do Sul), e em cativeiro, lutino, cobalto, malva, etc..
Particularidades: Ameaçado de extinção. Características genéticas muito parecidas com as dos Personatas, no entanto bem diferenciados pelo fenótipo. É vulgar os Fischers passarem por Personatas, e vice-versa, quando surge uma nova mutação, como a Azul, por exemplo. A mutação Violeta, dos Personatas, também já existe, com grande pureza, nos Fischers. Da mesma forma, os Ricardo e os Brancos de Olhos Negros, surgidos nos Fischers, também já foram transferidos para os Personatas.

Agapornis Personata… (ou Inseparável de Máscara)

Nome em Latim: Agapornis personata.
Origem: Nordeste da Tanzânia, Nairobi e Quénia, Dar es Salaam e Mombaça. Foi descoberto em 1793 e trazido para a Europa por volta de 1860.
Características: O mais colorido de todos os Agapornis: cabeça quase preta ou castanho-escuro, olhos envolvidos por um círculo branco sobressaindo da cabeça, peito amarelo vivo, resto do corpo verde com penas sobre-caudais azuis. Bico vermelho. Os filhotes apresentam cores mais pálidas do que nos adultos, principalmente na cabeça, e marcas escuras no bico.
Comprimento total e peso: 15cm e 48 a 55g.
Dimorfismo sexual: Não há diferença aparente. (Os machos e as fêmeas têm a mesma cor, embora o tom um pouco mais desvanecido da cor da cabeça indique normalmente que se trata de uma fêmea.)
Habitat natural: Na folhagem das acácias e dos embondeiros, nas estepes com árvores isoladas, e nas pradarias até uma altitude de 1700 m.
Modo de vida: Normalmente em colónias. Acasalam de Março a Agosto. Nidificam em troncos ocos dos embondeiros e ninhos abandonados de andorinhão. Preferem o córtex para a construção dos seus ninhos. Estes, normalmente são perfeitos, tapados e cobertos.
Alimentação: Sementes de relva e de plantas e invadem milheirais e searas.
Comportamento: Temperamento manso, mas preferem a companhia dos da sua espécie.
Criação: Mais difícil do que a dos Roseicollis. Em viveiros ou em gaiolas. Postura: 4 a 6 ovos, por vezes mais. Incubação: 21-22 dias. As crias abandonam os ninhos aos 40 dias. A plumagem das crias é mais baça e a base da mandíbula superior é negra. Cor definitiva da plumagem: por volta dos 6 meses. O macho alimenta as crias desde o primeiro dia.
Mutações: Lutinos, azuis (desde 1927), amarelos (desde 1935/Califórnia), brancos (desde 1947/Japão), cobalto, malva, face laranja, branca, vermelha, amarela, canela, violeta, azul-pastel, arlequim (diversas pintas), etc., e variantes de cruzamentos com Fisheris e Roseicollis.
Particularidades: A fêmea é maior do que o macho.

Agapornis Roseicollis… (ou Inseparável de Angola)(ou Inseparável de Face Rosada)

Nome em Latim: Agapornis roseicollis roseicollis.
Origem: Sudoeste da África (Namíbia e Sudoeste de Angola). Estepes e savanas até 1600 mt de altitude.
Características: Face em tom salmão-rosado, região da rabadilha azul e o resto do corpo de cor verde. O bico em tom marfim-claro. Os filhotes possuem uma mancha preta no bico, e não apresentam coloração na testa como os adultos.
Comprimento total e peso: 15-17cm e 50g (fêmea) e 45g (macho).
Dimorfismo sexual: Não há diferença aparente. (Os machos e as fêmeas têm a mesma cor)
Habitat natural: Locais secos e áridos, estepes e savanas das terras baixas, até uma altitude de 1600 m, e também em regiões montanhosas. Procuram lugares com água nas proximidades.
Modo de vida: Normalmente em colónias. Acasalam de Janeiro a Março (a estação das chuvas). Além dos seus próprios ninhos, também aproveitam ninhos abandonados de outros pássaros. As fêmeas transportam o material de construção dos ninhos nas penas do dorso e da rabadilha. O ninho pode ser perfeito, tapado e coberto, como os dos Personatas, ou simplesmente apenas o chão forrado, quando escasseia o material para a sua confecção.
Alimentação: Adoram searas, mistura de piriquitos, fruta, cenoura, espinafre, agrião e papa de criação.
Comportamento: Alguma agressividade para com outros pássaros, mas sociáveis entre si. De entre todos os Inseparáveis, estes são os que melhor se adaptam.
Criação: Muito fácil. Em viveiros ou em gaiolas. Postura: 4 ou 5 ovos. Incubação: 22 dias. As crias saem dos ovos com um peso de 3g e começam a voar ao fim de 40 dias. São um pouco mais claras, e a ponta do bico é negra. Cor definitiva da plumagem: por volta dos 6 meses.
Mutações: Amarelo, azul, azul-pastel, lutino, creme, verde-escuro, multicolor, e muitas outras com face rosada, face branca, face laranja, etc.. Uma das mutações mais bonitas são os Golden Cherries de cor amarela-viva, com a sua face vermelha e a rabadilha azul. Desde 1950 que se conhecem estas mutações de cores.
Particularidades: A fêmea é maior do que o macho. Nesta espécie existem hoje 14 mutações fixadas e definidas.

Agapornis Cana… (ou Inseparável de Madagáscar)

Nome em Latim: Agapornis cana cana
Origem: Ilha de Madagáscar e ilhas Rodriguez, Comores, Seychelles, Maurícias e Zanzibar.
Características: Nos machos, o ventre e a cabeça são cinzento-claros, enquanto a face superior do corpo é verde-escuro, sendo a parte inferior em tom amarelo-esverdeado. As fêmeas têm o corpo todo verde. Bico cor de marfim. Os filhotes apresentam bico amarelado com base preta, podendo ter o sexo identificado ao surgirem as primeiras penas.
Comprimento total e peso: 13-14cm e 24 a 25g.
Dimorfismo sexual: Existe. Macho e fêmea têm cores diferentes.
Habitat natural: Planícies costeiras com bosques e arvoredo, até uma altitude de 1000 mt.
Modo de vida: Vivem em pequenos grupos (5-10 pássaros). Gostam de aproveitar ninhos alheios, de papagaios australianos ou de periquitos ondulados. Como material para os ninhos, as fêmeas transportam pedaços de córtex nas penas da rabadilha e do dorso. Também utilizam pequenos ramos e até as próprias penas.
Alimentação: Procuram comida no solo, sementes e ervas, e invadem os arrozais em grandes bandos. As espigas de painço secas ou germinadas são muito apreciadas.
Comportamento: Muito tímidos e assustadiços. A fêmea é insociável, pelo que se devem manter em casais. Sensíveis ao frio (- de 10º). Gostam de dormir no conforto dos ninhos, mesmo fora do acasalamento.
Criação: Não é fácil. Gostam de acasalar durante o nosso Inverno. Postura: 4-5 ovos. Incubação: 21-22 dias. As crias nascem cobertas de penugem branca e começam a voar ao fim de 45 dias. Cor definitiva da plumagem: por volta dos 4 ou 5 meses.
Mutações: A única mutação de que se tem notícia é o Arlequim.
Particularidades: É o mais pequeno de todos os Agapornis. Proibição de exportação. Relativamente raros de encontrar no comércio. É a única espécie de Agapornis cujo habitat natural não é no Continente Africano, mas sim na Ilha de Madagáscar.

Agapornis Taranta… (ou Papagaio da Montanha)(ou Inseparável da Abissínia)

Nome em Latim: Agapornis taranta.
Origem: Eritreia e terras altas da Etiópia, a uma altitude entre os 1300 e os 3200 mt acima do nível do mar.
Características: Os machos têm a fronte (testa) vermelha. Normalmente, as rémiges, bem como as penas da parte inferior das asas, são pretas (por vezes também verdes). As fêmeas são todas verdes. Ambos têm o bico vermelho. Os filhotes são semelhantes às fêmeas adultas, mas os machos podem ser reconhecidos pelas penas escuras por debaixo das asas.
Comprimento total e peso: 17cm e 60 a 65g. É o maior de todos os Agapornis.
Dimorfismo sexual: Existe. O macho tem fronte vermelha. Esta começa a aparecer por volta dos 100 dias de vida.
Habitat natural: Preferem regiões arborizadas.
Modo de vida: Formam pequenos grupos de 6 a 10 cabeças. Normalmente, os ninhos são feitos em troncos ocos das árvores, para onde as fêmeas transportam, nas penas do dorso e da rabadilha, pedaços de folhas e de ramos, bem como ervas.
Alimentação: Sementes de girassol, cânhamo e aveia. Adoram figos frescos, bagas de zimbro, maçãs, peras e painço.
Comportamento: Suportam melhor o frio do que as outras espécies, bem como a presença humana. No entanto, as fêmeas são agressivas na defesa dos seus ninhos.
Criação: Acasalam de Novembro a Fevereiro. Postura: 3 a 6 ovos. Incubação: 26-27 dias, ou um pouco mais (pode ir até aos 29 dias). Fazem apenas uma criação por ano. O desenvolvimento das crias é bem mais lenta que nas outras espécias: começam a voar ao fim de cerca de 7 semanas de vida. Cor definitiva da plumagem: por volta dos 9 meses de idade.
Mutações: Factor escuro. Verde-escuro, azul e canela, mas não é fácil outra cor que não a verde.
Particularidades: O macho é normalmente maior do que a fêmea. De negativo, a fêmea arranca as suas próprias penas, bem como ao macho e aos filhos. Proibição de exportação da Etiópia. Também conhecido por Agapornis da Abissínia. Raros de encontrar no comércio. São aves tímidas.

Agapornis Pullaria… (ou Inseparável de Face Vermelha)

Nome em Latim: Agapornis pullaria pullaria.
Origem: Desde a Guiné e Serra Leoa até ao sudoeste da Etiópia, Uganda e noroeste de Angola.
Características: Fronte e faces de cor vermelha-alaranjada, rabadilha azul-clara e corpo verde-claro. Nos machos, as penas da parte inferior das asas são pretas, enquanto nas fêmeas são verde-acinzentadas. Também nas fêmeas a cor laranja é ligeiramente mais pálida. Em ambos o bico é cor de laranja. Os filhotes são semelhantes às fêmeas, porém com a face um pouco mais pálida e manchas pretas no bico.
Comprimento total e peso: 14-16cm e 38 a 42g.
Dimorfismo sexual: Existe. O macho tem penas pretas na parte inferior das asas. A plumagem da face das fêmeas é um pouco mais alaranjada do que nos machos, que possuem a face vermelha.
Habitat natural: Em pradarias abertas e clareiras de florestas, até uma altitude de 1300 mt.
Modo de vida: Nidificam em formigueiros (térmitas), onde as fêmeas escavam buracos para fazerem os seus ninhos, os quais são forrados com ervas e pedaços de córtex. A temperatura é constante, rondando os 30ºC.
Alimentação: Sementes de relva, bagas e frutos, bem como visitas frequentes aos milheirais maduros. Também gostam de comer larvas de formigas e bichos da farinha. Não são grandes apreciadores de girassol nem de cânhamo, ao contrário de outras espécies.
Comportamento: …
Criação: É o mais sensível e difícil de procriar em cativeiro. Em caixas, deve usar-se turfa calcada. É preferível troncos escavados. Acasalam em duas épocas, consoante a sua localização: de Maio a Julho, a leste do seu habitat; em Setembro e Outubro, a oeste. Postura: 4 a 7 ovos. Incubação: 23-24 dias. As crias começam a voar ao fim de 45 dias. Cor definitiva da plumagem: por volta dos 4 meses.
Mutações: Azuis e lutinos, mas não é muito vulgar.
Particularidades: Difícil importação. Relativamente raros de encontrar no comércio e/ou em exposições.

Agapornis Nigrigenis… (ou Inseparável de Face Negra)

Nome em Latim: Agapornis nigrigenis
Origem: Sudoeste da Zâmbia, Nordeste da Namíbia e do Botswana e parte ocidental do Zimbabué.
Características: Fronte e parte superior da cabeça de cor castanha-escura com uns laivos avermelhados. Garganta e parte da frente do peito, cor de laranja. A parte superior da cauda é verde. O resto do corpo é verde. Bico vermelho. Não confundir com os Personatas. Os filhotes apresentam cores mais pálidas do que nos adultos, e bico laranja com a ponta vermelha.
Comprimento total e peso: 13-15cm e 47 a 49g (fêmea) e 37 a 39g (macho).
Dimorfismo sexual: Não há diferença aparente. (Os machos e as fêmeas têm a mesma cor)
Habitat natural: Nas margens arborizadas dos rios, como o rio Zambeze e as cataratas Victória, a altitudes entre os 600 e os 1300 mt.
Modo de vida: Pouco se sabe.
Alimentação: Adoram milheirais, onde provocam frequentes estragos.
Comportamento: Suportam outras espécies, mas em grandes espaços livres.
Criação: Bons criadores. São dos Agapornis mais fáceis para criar. Em viveiros ou em gaiolas. Podem acasalar em colónias, por vezes ocupando ninhos de outros pássaros. Postura: 4 a 7 ovos. Incubação: cerca de 23 dias, por vezes menos. As crias começam a voar ao fim de cerca de 33-35 dias de vida. Cor definitiva da plumagem: por volta dos 6 meses.
Mutações: Em cativeiro, lutino e azul.
Particularidades: Espécie ameaçada de extinção. Difícil encontrar raça pura. A fêmea é mais pequena do que o macho. Macho e fêmea incubam os ovos. Foi uma das últimas espécies de psitacídeos a ser descoberta, tendo sido descrita apenas em 1906.

Agapornis Lilianae… (ou Inseparável de Nyasa)

Nome em Latim: Agapornis lilianae
Origem: Sul da Tanzânia, Norte do Zimbabué, Leste da Zâmbia e Noroeste de Moçambique. O seu principal habitat situa-se no Malawi.
Características: Parte superior da cabeça e garganta de cor vermelha-alaranjada. A parte superior da cauda é verde, ao contrário da dos Fischers, que é azul. A restante plumagem é verde. Os filhotes apresentam cores mais pálidas do que nos adultos, e marcas escuras no bico.
Comprimento total e peso: 13-14cm e 42 a 44g (fêmea) e 40 a 42g (macho).
Dimorfismo sexual: Não há diferença aparente. (Os machos e as fêmeas têm a mesma cor)
Habitat natural: Nas margens do Lago Niassa e em locais onde haja água próximo, como nos terrenos baixos e arborizados do rio Zambeze. Vivem em grupos de 20 a 100 aves.
Modo de vida: Nidificam em troncos ocos e em ninhos abandonados de tecelões. Como material para o ninho utilizam folhas de palmeira, tiras de córtex e ramos finos. Em caixas, preferem as verticais.
Alimentação: Sementes de relva, verduras, flores ricas em néctar, rebentos, bagas, frutos e sementes de árvores.
Comportamento: Sensíveis a constipações, se sujeitos a temperaturas inferiores a 10ºC. Toleram bem a presença de outros pássaros.
Criação: Fácil, pois são bastante férteis. Em viveiros ou em gaiolas. Acasalam de Dezembro a Março. Postura: 4-5 ovos. Incubação: 22 dias.
Mutações: Conhecem-se as variantes amarela e a azul.
Particularidades: Pouco comercializadas. Também conhecidos por Agapornis Nyasa.

Agapornis Swinderniana… (ou Inseparável de Swinderen)

Nome em Latim: Agapornis swinderniana swinderniana
Origem: Libéria, Camarões, Gabão, República Democrática do Congo (antigo Zaire) e Uganda.
Características: Peito amarelado com faixa normalmente de cor preta à volta do pescoço. Corpo verde intenso. Bico preto.
Comprimento total e peso: 13-14cm.
Dimorfismo sexual: Não há diferença aparente. (Os machos e as fêmeas têm a mesma cor)
Habitat natural: Regiões arborizadas.
Modo de vida: Frequentam as copas das árvores. Nidificam nos buracos daquelas e nos ninhos das formigas que nelas vivem.
Alimentação: Figos e searas.
Comportamento: Pouco se sabe.
Criação: Acasalam em Julho. Não é criado em cativeiro por só comer um tipo de figo nativo.
Mutações: Não se conhecem.
Particularidades: Muito pouco comercializado e raramente sobrevive ao período de quarentena.

8 Comments

  1. Tenho um casal de agapornes, ela azul e ele verde, ja é a segunda postura, e sempre nascem verde como o pai. gostaria de saber se vai ser sempre da mesma cor os filhotes deles?

    • Grande parte sim !
      Poderá enventualmente nascerem alguns á mae mas poucos!

  2. Boa noite,

    Tenho um casal de agapornes, que botou 3 ovos, o ultimo ovo foi dia 13 de junho, a femea não sai do ninho e o macho a alimenta direto, como os ovos ja foram colocados a 28 dias, convem mante-los.

    grata

  3. boa noite tenho 1 pequena duvida gostava de ser esclarecido se foce possivel estou a começa agora a criacao de agapornis e nao sei as especies que posso juntar no mesmo viveiro,e como consigo conheçer as especis tipo:ficher, personatas,rossicoleres,etc agradecia se o amigo me pode se ajudar.qualquer problema mande sms 915108936 obrigada

    • Voçê pode juntar as especies todas de agapornis no mesmo viveiro formando depois uma colonia!
      Na minha opiniao se possivel mantar os casais separados.
      Não aconselho a juntar agapornis com outras especies de aves como por exemplo caturras, forpus, red rumped , etc porque eles são muito terretoriais, o que pode levar á morte das outras aves visto que os agapornis tem muita força de bico.
      se precisar de mais alguam coisa nao hesite em perguntar!

  4. Tenho 2 Agapornis roseicollis, pela palpação dos ossos pélvicos uma fêmea lutina e um macho verde. Primeiro comprei o macho com 8 meses, e 3 semanas depois de o ter comprado, adquiri a fêmea que é um pouco mais nova, 2/3 meses mais nova. Juntei-os logo na mesma gaiola, no 1º dia deram-se muito bem, e ele está sempre a pedir-lhe carinho, mas ela não lhe costuma dar muita atenção e parece que ele quer pôr-se sempre em cima dela, mas ela não dá muita saída e ultimamente ele às vezes “passa-se” e dá-lhe bicadas na asa e puxa penas da cabeça e dá-lhe algumas picadas nas patas, mas é só de vez enquanto, estão juntos à 1 semana será normal este comportamento?? Devo fazer alguma coisa?
    Obrigado.
    Aguardo resposta.
    Já agora parabéns pelo Blog, muito bem organizado e a descrição está muito bem completa.

    • Desde já agradeço os teus elogios e em relação aos agapornis é normal isso acontecer e tens que dar tempo ao tempo…

      Caso essa situação se prolongue não hesites em perguntar.

      Cumprimentos

  5. meu casal de agapornis roseicolleis tiveram 4 filhotes o mais velho deve esta hoje com + ou menos 31 dias quanto tempo devo tiralos do ninho pois estou notando a mâe um pouco estressada as vezes acho q ela deve ta batendo nos mais velhos. o q devo fazer.boa noite fico no aguardo


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